“Fé é remédio indispensável”, garante cirurgião oncológico

Professores universitários, médicos, engenheiros, jornalistas, advogados ouviram o testemunho de Raul Anselmi Junior.

Professores universitários, médicos, engenheiros, jornalistas, advogados ouviram o testemunho de Raul Anselmi Junior.

Aos 44 anos, com doutorado em Medicina pela PUCPR, e 21 anos de exercício profissional médico, Raul Alberto Anselmi Junior é hoje um reputado cirurgião oncológico, referencial em sua especialidade – alta complexidade em câncer.

Ele foi o expositor da recente Confraria Espiritual realizada pela Instituto Ciência e Fé de Curitiba (do qual é um dos diretores). O tema de sua exposição/testemunho: “Espiritualidade e Doença.”

CIÊNCIA E RELIGIÃO

Homem que alia sem nenhuma dificuldade ciência e fé, Anselmi tem papel importante na formação de novos cirurgiões, na Residência de Cirurgia do Aparelho Digestivo do Hospital Nossa Senhora das Graças de Curitiba. E faz questão de registrar: trabalha sob a chefia do cirurgião Júlio Coelho, nome que dispensa apresentações tal sua importância na medicina brasileira.

PRECISA CONTAR

Para Anselmi, o paciente deve saber a verdade sobre o tratamento médico a que se submete. Desde que não seja um doente “muito fragilizado”, tem o direito – disse – de conhecer tudo sobre o tratamento que recebe, informação que, por primeiro, deve chegar a seus familiares.

CRENÇAS

Na sua ampla exposição, em que recorreu também a encíclicas de pontífices, como João Paulo II, Anselmi não teve dúvidas em assegurar:

“Ter fé ajuda o paciente, até na maneira como absorverá o conhecimento da verdade de sua doença”. Raul acredita que a fé religiosa “é um grande remédio ao qual qualquer um de nós pode acionar, especialmente em momentos de dores agudas”.

SEGURANÇA

Conhecendo sua doença e os caminhos para tratá-la (empregados pelo médico), o paciente alimentado pela fé religiosa terá melhores resultados. A fé faz o doente um ser seguro, opinou.

NÃO É O FIM

Anselmi condena colegas – raros, mas existem – que chegam a dizer ao paciente que “para seu caso não há esperança, não há chance de tratamento.”

Para Raul, sempre haverá alguma chance para o paciente: “Se não se tenta nada, o paciente terá chance zero. Se tentamos alguma alternativa, haverá sempre alguma chance de cura”, opina.

FÉ DO MÉDICO

O mantra desse médico católico, que toma como modelo a escola de atendimento do Hospital do Padre Pio de Pietralcina, sul da Itália -, o profissional da medicina sendo homem de fé passa segurança ao doente.

“O importante é – em meio aos momentos difíceis da doença – lembrar que a morte não é o fim de tudo, mas apenas uma passagem.”