CALÚNIAS SE AMPLIAM, AGORA POR CARTAS

Brasília: entre o DF e Curitiba

Brasília: entre o DF e Curitiba

Quem imaginava que as cartas tivessem decretado pena de morte com o avanço da Internet e toda comunicação digital, engana-se.

Eu, por exemplo, como parte de meu ofício jornalístico – que supõe investigação em muitas situações – tenho recebido cartas as mais diversas. Aparentemente apresentam nome e endereço do remetente e até uma suposta assinatura. Quando vou checá-las, a maioria delas mostra-se falsa. “Fake”.

São correspondências impressas, recheadas de “denúncias” com conteúdo explosivo, e claras indicações de serem caluniosas. Até porque se não o fossem, deveriam ser feitas com identificação dos remetentes.

A MAIS RECENTE

A mais recente delas foi postada dia 10, em Brasília. O remetente – com certeza pura ficção – seria morador na Rua Marechal Hermes, Curitiba.

Essa última carta dedica-se a enxovalhar a honra alheia, concentrando-se no passado, presente e futuro de alguns personagens, homens e mulheres.

Todos os citados pelas maledicências são advogados de banca advocatícia de Curitiba.

ZERO PROVAS

Nenhuma prova, nenhuma indicação de fontes para confirmar ou desmentir os “fatos” apontados que vão desde a suposta ‘riqueza’ não bem explicada de uma das vítimas, morta (teria 300 imóveis na cidade) até acusações de subornos a fiscais de tributos. Isso em meio a narrativas de relações duradouras fora do casamento, envolvendo chefes e associadas, sem contar as dubiedades sexuais apontadas; tudo no melhor estilo “meu passado me condena”.

PARCERIAS SEXUAIS

Sobram insinuações à mancheias – como se diria outrora -, com concentração na vida sexual e supostas associações para prática de crimes. De passagem, um pouco de drogadição também se registra.

Quem disse que as cartas morreram com a entronização da web no Brasil?

Aliás, fico sabendo que somos o quarto país que mais utiliza a Internet, atrás da China, Índia e Estados Unidos.