NOVA EDIÇÃO DO “CONDOMÍNIO EM FOCO” DIZ QUE EDIFÍCIO TAMBÉM ‘ADOECE’

O advogado Luiz Fernando de Queiroz, autor do livro “Condomínio em Foco”

O advogado Luiz Fernando de Queiroz, autor do livro “Condomínio em Foco”

O advogado Luiz Fernando de Queiroz é um especialista em direito imobiliário. Desde a década de 90 quando os condomínios residenciais começaram a apontar no cenário das grandes cidades, ele lida com questões que dizem respeito ao convívio entre moradores, em um ambiente em que a civilização e o conceito de civilidade parecem ser testados diariamente.

300 ARTIGOS

Ao longo de três décadas, ele colecionou mais de 300 artigos publicados na mídia impressa sobre o tema “condomínios”. Enquanto isso assistia ao seu derredor, prédios residenciais e comerciais serem erguidos, ganharem muros, portões eletrônicos e câmeras de segurança.

REALIDADE CONCRETA

Só em São Paulo, a maior cidade do Brasil, 1/3 da população de 12 milhões de habitantes vive em condomínios, sejam eles de casas ou de apartamentos. É uma realidade concreta. Tão concreta quanto as fundações que sustentam as grandes estruturas dos edifícios.

NORMAS E CONDUTAS

Nesta nova edição do livro “Condomínio em Foco” (Editora Bonijuris, R$ 49,90, 234 págs.), revisada e atualizada, o autor aborda temas com os quais os moradores de condomínios convivem no dia a dia. “Como impor regras para o som alto?” “Como aumentar a segurança do condomínio?” “Quem decide a que horas o prédio abre ou fecha?” E principalmente: “Como estabelecer normas sem estabelecer conflitos?”

Capa do livro “Condomínio em Foco”: um prédio de apartamentos é um microcosmo da civilização.

Capa do livro “Condomínio em Foco”: um prédio de apartamentos é um microcosmo da civilização.

MICROCOSMO

“Condomínio em Foco” é um manual da boa conduta em ambientes que exigem interação e boa convivência entre seus moradores. Queiroz lembra que o estatuto fixado nos murais não é diferente das normas impostas por qualquer prefeitura ou direção de empresa. Regras de conduta não são restrições de liberdade. Muito pelo contrário. Elas promovem a liberdade, mas desde que não interfira na liberdade alheia. É a cláusula pétrea dos condomínios e, vale lembrar, também da civilização.

EDIFÍCIOS IDOSOS

O autor vai mais longe nesta coletânea que reúne 105 artigos distribuídos em 12 capítulos temáticos. Aborda questões estruturais, relacionadas à manutenção e conservação das unidades e do prédio de apartamentos. Sim, os edifícios envelhecem. Queiroz traça um paralelo com o ser humano: “As doenças são semelhantes. O sistema circulatório, com o fluir dos anos, dá sinais de entupimento. A passagem da água torna-se mais difícil. Os fios condutores de eletricidade perdem a resistência, tornam-se suscetíveis ao aumento ou diminuição da tensão, oferecem risco de incêndio”. O prédio todo sofre risco de colapso. Pode padecer de “cementosporose” ou “ferrotinite”.

DIAGNÓSTICO

Nada mais atual do que o diagnóstico de um condomínio de apartamentos que, aos olhos do observador, surge imortal. Não é. Ele tem tempo de validade. Segundo especialistas, 25 anos, até suas articulações começarem a ranger e seu valor venal chegar a zero.

 

TIJOLO POR TIJOLO

São reflexões importantes diante de um horizonte de prédios que recortam o céu das cidades e dos bairros que as circundam. Queiroz debruçou-se sobre o tema com afinco. O resultado está todo ele no livro “Condomínio Em Foco”, cuja segunda edição promete repetir o sucesso da primeira.

Tijolo por tijolo num desenho lógico.